segunda-feira, 18 de março de 2019




A atividade científica será desenvolvida seguindo-se as etapas de planejamento, execução e avaliação, podendo cada uma delas ser desdobrada numa série de tarefas características do processo de constituição do conhecimento.  Entretanto, não deve-se lançar em meio ao desenvolvimento de uma pesquisa e seus desdobramentos, sem antes planejar de maneira ponderada todos os principais passos a serem seguidos, ou seja, adotando uma metodologia bem definida. Dessa forma, apresenta-se o plano de ação da pesquisa contendo: o cronograma de realização das ações, a escolha dos instrumentos utilizados na pesquisa, análise dos dados colhidos no período de observação, entrevistas, análise dos dados colhidos por meio das entrevistas, planejamento das aulas que serão ministradas e a análise dos resultados obtidos com a realização das aulas. No quadro 01 expõe-se objetivamente o cronograma a ser utilizado para o desenvolvimento da pesquisa.

Quadro 01.Crononograma  da pesquisa

Data de início
Data de término
Etapasde pesquisa
Desenvolvimento de cada etapa
02 de abril de 2019
30 de maio de 2019
1º momento
Observação do campo de pesquisa, familiarização com os sujeitos da pesquisa e análise dos dados colhidos no período de observação;
01 de abril de  2019
07 de maio de 2019
2º momento
Elaboração do roteiro, coleta de dados através de entrevistas e planejamento das aulas a serem aplicadas;
08 de maio de 2019
18 de julho de 2019
3º momento
Análise dos dados colhidos nas  entrevistas;
30 de julho de 2019
09 de outubro de 2019
4º momento
Aplicação das aulas a serem ministradas, baseadas na análise das entrevistas e também no período de observação;
10 de outubro de 2019
18 dezembro de 2019
5º momento
Execução das aulas planejadas, coleta e análise dos dados e redação das atividades ministradas.


Será realizada a técnica da observação participante, segundo Oliveira (2007), que realiza através do contato direto do pesquisador com o fenômeno observado, a fim de obter informações sobre a realidade dos atores sociais em seu próprio contexto.
Será feito o uso da entrevista semi-estruturada para  obter importantes informações a respeito da realidade dos alunos envolvidos na pesquisa. Para realização das entrevistas, será utilizado um roteiro na forma de questionários. Por meio desses, irão ser abordadas questões de ordem social, profissional, financeira, familiar e escolar. Os questionários serão elaborados juntamente com os professores colaboradores. Serão marcadas algumas reuniões para discutir como serão estruturadas as entrevistas, de forma a obter o maior número possível de informações significativas, sem causar constrangimentos aos alunos(as) entrevistados(as). Procurará elaborar perguntas objetivas, para não causar interpretações ambíguas por parte dos entrevistados, perda de direcionamento das entrevistas ou constrangimentos aos entrevistados. Serão abordados assuntos relacionados à vida social dos entrevistados e também abordados assuntos diretamente ligados à matemática e às dificuldades de aprendizado neste campo. Será exposto aqui, um possível roteiro a ser desenvolvido. A partir da pesquisa de campo e da observação participante, serão elaboraradas aulas que priorizarão a utilização dos conhecimentos matemáticos no contexto de vida dos educandos envolvidos.
Será desenvolvido relações entre representações de números, operações, medidas, formas geométricas e o ensino das frações, que tem início na 1º fase do ensino fundamental, através de situações problemas, envolvendo a arte culinária. Durante as aulas planejadas, juntamente com os educandos, serão preparadas algumas receitas envolvendo saberes matemáticos e culinários, como o preparo de um bolo, bolachas, pizza, entre outros. A receita padrão deverá ser alterada no intuito de mostrar aos educandos que quando aumentamos ou diminuímos a quantidade de pessoas, devemos aumentar ou diminuir os ingredientes de forma proporcional. O intuito de relacionar a Matemática e a cozinha é que as diversas receitas utilizam em seus processos (números fracionários), como 1/2 (meia) xícara, 1/3 (um terço) copo americano, entre outras medidas. A adição, a subtração, a multiplicação e a divisão (operações básicas) serão aplicadas no processo. A cozinha, bem como suas ferramentas será utilizada como ambiente de aprendizagem e recurso pedagógico.
A avaliação é um importante instrumento no processo de ensino-aprendizagem, uma vez que, conforme salienta Luckesi (2005) no livro Avaliação da Aprendizagem Escolar, esta deve subsidiar decisões em prol da melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Dessa forma, o ato de avaliar deve não apenas estar inserido no processo de educação, mas, principalmente, contribuir para seu pleno desenvolvimento. Dentre os inúmeros instrumentos de avaliação, será optado pela observação, visto que esta possibilita a verificação do desenvolvimento do estudante em ambientes onde haja pluralidade de realidades e culturas, possibilitando uma posterior reflexão sobre a metodologia adotada e ainda, caso seja necessário, mudanças que venham a contribuir significativamente para o processo educativo. Assim, a avaliação escolhida será qualitativa, realizada através das observações do pesquisador e do professor colaborador, quanto à participação do aluno e envolvimento do mesmo no assunto proposto.








OBJETIVOS

Essa proposta de trabalho tem como objetivo, constatar que através de simples atividades na cozinha, pode-se facilitar, desenvolver e identificar várias competências em  matemática, como:
·         Demonstrar através de práticas, que a utilização da matemática está presente em sala de aula, em meio ao cotidiano dos educandos, propiciando uma aprendizagem significativa;
·         Incentivar a integração contínua de valores, práticas, construções e ações do Programa Etnomatemática, ressignificando as “Matemáticas na Cozinha”, de modo a contribuir para a diminuição do alto índice de evasão na escola pública, Escola Estadual de Ensino Fundamental Paulo Freire (Escola Aberta);
·         Oferecer novas possibilidades de aprendizagem da matemática, possibilitando oportunidades para que os alunos convivam socialmente uns com os outros, fazendo com que eles elevem a auto-estima, valorizado-se para que o processo ensino aprendizagem seja de fato uma construção de sujeitos e de sua autonomia;
·         Ampliar e oferecer diferentes possibilidades aos educandos para que eles possam agir como cidadãos, percebendo-se como seres únicos e ao mesmo tempo como parte de um grupo que tem desejos e interesses às vezes diferentes e conflitantes; observar, interagir, aprender e respeitar as regras de convívio social;
·         Demonstrar que a consideração dos conhecimentos prévios adquiridos pelos educandos na sua vivência é importante para novos aprendizados.




Este projeto tem como foco problematizar algumas das práticas culinárias, especialmente as que envolvem a produção de saberes matemáticos, visando contribuir para a discussão curricular do ensino da matemática em escola pública, objetivando que o conhecimento matemático aconteça de forma contextualizada à realidade do educando. O tema em questão se faz importante por permear questões centrais quanto ao ensino e aprendizagem da matemática oferecida na escola. Sendo que a matemática ensinada nos padrões atuais no Brasil, sem considerar os valores pessoais dos educandos, bem como o ambiente em que estes estão envolvidos, traz à tona sérios problemas de aprendizagem. Assim como, ajudar a formar cidadãos questionadores da realidade, menos vulneráveis a criminalidade, por terem a oportunidade de escolher os caminhos a trilhar de maneira autônoma. Pesquisar o desenvolvimento do conhecimento matemático a partir do contexto sócio-cultural do educando, criar possibilidades para tentar unir a teoria matemática com a prática da vivência de cada aprendiz, propiciando assim o acontecimento de um aprendizado significativo. Essa proposta de trabalho pretende investigar a importância do desenvolvimento do conhecimento matemático na escola pública, a partir das características sócio-culturais dos educandos em seus contextos de vida. É importante considerar até que ponto se torna relevante o aproveitamento dos conhecimentos adquiridos pelos indivíduos durante a vida, suas experiências, sua maneira própria de contextualizar com a realidade, seu jeito próprio de realizar operações matemáticas, que não é formal, mas que na maioria das vezes apresenta-se correto.